O peso de 40 anos de história não foi suficientemente forte para evitar a extinção do Ballet Gulbenkian. O Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian anunciou ontem, dia 5 de Julho, num comunicado, a intenção de criar modalidades alternativas de intervenção na área da dança.
A extinção do Ballet Gulbenkian, que actualmente é dirigido por Paulo Ribeiro, deverá ser concretizada até Agosto de 2006. Na verdade, é como se o grupo já não existisse, uma vez que todos os seus programas de dança que já estavam agendados, acabaram por ser cancelados.
No referido comunicado o Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian justifica a extinção do Ballet Gulbenkian com a necessidade de 'adaptar a intervenção nesta área (da dança) às novas realidades'.
A instituição pretende reconverter o seu apoio nessa área 'devendo novos projectos e programas ser objecto de início de realização no quadro do plano de actividades e orçamento da Fundação para 2006'.
Quando há 40 anos foi fundado, pretendia-se “apresentar ao público português o reportório de dança contemporânea e proporcionar aos bailarinos e coreógrafos uma oportunidade profissional em condições de excelência'. Refere ainda o comunicado do Conselho de Administração da Fundação que, '40 anos depois, o panorama da dança em Portugal alterou-se profundamente. É diferente em matéria de criação, de acesso ao reportório internacional e de formação profissional'.
A Fundação salienta a necessidade de criação de condições para o bailado em Portugal e garante assumir um papel interventivo no que respeita a modalidades que irão ser introduzidas. Pretende reforçar a dança e a coreografia no âmbito do seu programa de criação artística, instituir bolsas de formação académica no estrangeiro e apoiar escolas e companhias através de ateliers e master classes e da vinda de professores visitantes.
Com a extinção anunciada, a Fundação está a avaliar a melhor forma de apoiar os 29 elementos do Ballet Gulbenkian (25 bailarinos e quatro estagiários), para além de querer igualmente apoiar os elementos dos quadros técnicos. No que concerne aos bailarinos, a Fundação pondera a adopção de um esquema de apoio àqueles que queiram criar a sua própria companhia.
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